Relacionamentos pós-modernos

Por Paula Felix Palma | Foto: Shutterstock | Adaptação web Caroline Svitras

 

Amor: talvez um dos temas mais abordados de todos os tempos. É difícil apenas teorizar sobre ele. Mas alguns ramos da Filosofia se destinam a ajudar nessa reflexão. E, por isso, mais uma vez, vamos falar desse tema universal.

 

Nos dias atuais, assim como no curso de outros aspectos da vida, os relacionamentos mudaram. Da mesma forma como a vida moderna está mais superficial em todas as suas relações, sejam elas de trabalho, de amizades, com a família e os filhos, em que, dentre outros aspectos dessa nova condição, podemos destacar a terceirização dos cuidados, a troca constante de emprego, a falta de tempo para momentos banais, entre outros, os relacionamentos amorosos seguem o mesmo caminho.

 

Cultivar um amor na pós-modernidade é muito diferente de tempos antigos, tornou-se muito mais efêmero, líquido. Não vale mais a pena sofrer, pois você pode trocar de parceiro facilmente, por exemplo. O que diria Vinicius de Moraes dessa nova forma de amar, o poeta que viveu intensamente todas as suas dores de amor?

 

Nietzsche sobre o amor

 

As redes sociais, nas quais temos “um milhão de amigos”, contribuem para essa mobilidade. Parece que há muitas opções, então, vamos trocando e testando e, consequentemente, perdendo a capacidade de criar vínculos e desenvolver outras habilidades de relacionamento, como a paciência e a tolerância, por exemplo. E não quero aqui valorar se isso é bom ou ruim, é diferente. De toda forma, não parece que as pessoas ficam felizes com essa busca constante e encontram-se cada vez mais insatisfeitas e com a sensação de vazio. Mas será que nos habituaremos a tal condição?

 

Revista Filosofia Ciência & Vida Ed. 108