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Grandes mulheres


Vistas no decorrer da história de modo secundário e até mesmo inferior, elas fizeram a diferença na história da filosofia.


Por Priscila Gorzoni

QUEM SÃO ELAS?
Não foram poucas as mulheres que fizeram Filosofia, e por vários motivos como alguns já citados acima, elas ficaram escondidas da História. É dificil encontrar referências sobre e de algumas delas. Entretanto, foram fundamentais não só na Filosofia, como nas mudanças do pensamento da época e até na formação de alguns filósofos bem famosos como Sócrates (ele teve como professora uma filósofa). A seguir, conheça um pouco mais sobre algumas entre as milhares existentes. Parte das personagens descritas foram retiradas do trabalho de Ana Miriam Wuensch, “As Mulheres e a Filosofia” – da Apostila do Curso de Extensão “As Mulheres e a Filosofia III – Existem Filósofas?”, CESPE, Universidade de Brasília, 2003.

ANTIGUIDADE (SÉCULOS VII-IV)
Themistoclea a (600 a. C.)

Sacerdotisa de Delfos, um conhecido templo bem na Grécia. Ela tem a fama de ter sido a mestre de Pitágoras, que é frequentemente chamado de "o pai da Filosofia", pois é dito que ele cunhou o termo "filósofo".

Safo de lesbos (Vii-Vi a. C.)
Descrita como baixa e escura, foi educada e nascida em Mitilene, na Ilha de Lesbos. Seu trabalho não só foi cantado e ensinado como citado. Ela deu vida a todo o movimento poético e musical. Por meio da criação de um ambiente estimulante para mulheres talentosas da Grécia e da Ásia Menor, em sua ilha natal de Lesbos. Segundo Vicki León em “Mulheres Audaciosas da Antiguidade”, da editora Rosa dos Tempos, Safos encorajou as carreiras criativas de dúzias de mulheres famosas e de várias desconhecidas. Dela surgiram várias outras intelectuais da época, como: Damófila. De sua obra, conservam-se dez livros.

Aristocleia (século V a. C.)
Ela foi uma sacerdotisa em Delfos na Grécia antiga. É citada por antigos escritores como uma tutora do filósofo e matemático Pitágoras.

Theano (546 a. C.)
Viveu na última parte do século VI a. C. e foi uma matemática grega. Também conhecida como filósofa e física, foi aluna de Pitagóras e parece que também sua mulher. Acreditase que ela e suas duas filhas tenham assumido a escola pitagórica após a morte do marido.

Aspásia de Mileto (407-410 a. C.)
Conforme o seu nome, ela nasceu em Mileto e pertenceu a elite de Atenas. Lá conheceu Péricles com quem teve um filho. Era uma hábil argumentadora e educadora, e sua influência política sobre Péricles encontra-se na obra de Platão.

Diotima a de Mantineia (427-347 a. C.)
Personagem criada por Platão, foi apresentada como sábia no dialógo “O Banquete”. Não se sabe se ela existiu, mas provavelmente sim, já que se atribui a ela toda a teoria socráticoplatônica do amor.

Asioteia de Filos (393 – 270 a. C.)
Ensinava física na Academia de Platão ao lado de outras mulheres que frequentavam a escola.

Hipárquia de Maroneia
Foi uma aristocrata elogiada por Diógenes Laertios pela cultura e raciocínio, comparando- a com Platão. Escreveu “Cartas e Tragédias”.

Maria, a judia, ou Miriam (século i d. C.)
Viveu em Alexandria, seguidora do culto de Isis. Ela é considerada a fundadora da alquimia. Entre seus escritos está a obra “Magia Prática”. E por atribuir-se a ela a descoberta do ácido clorídrico, além do ponto de ebulição que ganhou o nome banho-maria.

Hipácia de Alexandria (415 d. C.)
Conhecedora da Matemática e da Filosofia, conseguiu manter vivo o pensamento helênico em Alexandria. Mas teve um triste fim, foi brutalmente assassinada por uma miltidão de fanáticos cristãos.


IDADE MÉDIA (SÉCULO V-XIV)

Hildegarda de Bingen (1098-1179)

É conhecida como terapeuta e visionária. Possui uma grande obra nas áreas de Ciências Naturais sobre Biologia, Botânica, Astronomia e Medicina. Ela fundou um monastério em 1165 e seus escritos místicos e teológicos são inspirações platônicas.

Heloísa de Paráclito (1101-1164)
De origem francesa, ela foi abadessa de Paráclito, uma comunidade monástica fundada pelo filósofo Pedro Abelardo, que foi seu professor e amante. Também escreveu o texto “Problemata”.

Catalina de siena (1347-1380)
Foi líder de uma comunidade heterodoxa de homens e mulheres e também foi considerada a última reformadora religiosa do período medieval. Escreveu “Diálogo da Doutrina Divina”.

 

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