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FRASES

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“As maiores almas são capazes dos maiores vícios tanto quanto das maiores virtudes, e os que só andam muito lentamente podem avançar muito mais se seguirem sempre o caminho reto, do que aqueles que correm e dele se distanciam”

RENÉ DESCARTES
“DISCURSO DO MÉTODO”

Foto: Commons “Um esquema que se tem confirmado na história de todas as perseguições é que a sanha contra os fracos dirige-se sobretudo contra os que são julgados socialmente débeis e ao mesmo tempo – com ou sem razão – felizes”

THEODOR W. ADORNO “EDUCAÇÃO APÓS AUSCHWITZ”
   
 

 

O QUE É?
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ESTRUTURALISMO
Corrente de pensamento abrangente, as teorias e metodologias estruturalistas foram muito difundidas por acadêmicos das áreas de ciências humanas e sociais durante a segunda metade do século 20. O estruturalismo provém de duas “fontes primárias”: na Psicologia, com o conceito de “estrutura da mente” proposto pelo médico, psicólogo e filósofo alemão Wilhelm Maximilian Wundt (1832-1920), um dos fundadores da psicologia experimental; e na Linguística, por meio do trabalho do filósofo e estudioso da linguagem suíço Ferdinand de Saussure (1857-1913), autor do “Curso de Linguística Geral”(1916). Na balança de importância, sabe-se que Saussure foi mais decisivo para a verdadeira “febre estruturalista” nos anos 1950 e 1960.

Grosso modo, os estruturalistas acreditam que é mais importante analisar as estruturas (modos de funcionamento, regras, códigos, regularidades) do que interpretar os fenômenos em si. Não foram só psicólogos e linguistas que utilizaram o estruturalismo em seus livros e pesquisas. Filósofos, historiadores, sociólogos e antropólogos passaram a analisar seus objetos de estudo a partir da perspectiva estruturalista. Para citar um exemplo famoso, temos o caso do antropólogo franco- belga Claude Lévi-Strauss (1908- 2009), cuja bibliografia inclui os clássicos “Antropologia Estrutural I” e “II”. Nas décadas seguintes ao boom estruturalista, surgiram outras tendências, como a dos pós-estruturalistas.

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PARA DEGUSTAR

5 LIVROS SOBRE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Relações internacionais e Filosofia: tudo a ver! Os fundamentos, as teorias e as práticas da diplomacia internacional se orientam por premissas de grandes filósofos e formuladores teóricos. Confira uma lista de cinco títulos interessantes para quem pretende se aprofundar nesse tema.

À Paz Perpétua

(L&PM, 2008),
do filósofo
alemão
Immanuel Kant
(1724-1804).

 

O Homem, o Estado e a Guerra

(Martins Fontes,
2004), do cientista
político
norte-americano
Kenneth Waltz.




Teoria das Relações Internacionais

(Alamedina,
2008), do jurista
e sociólogo português
Adriano
Moreira.

Relações
Internacionais
Contemporâneas


(Vozes, 2005), do
cientista político
brasileiro José
Augusto Guilhon
Albuquerque.

Paz e Guerra
entre as Nações


(UnB, 1979), do
filósofo e sociólogo
francês
Raymond Aron
(1905-1983).

 



 


.NET

MUNDO DOS FILÓSOFOS.COM

O site Mundo dos Filósofos oferece aos internautas um conteúdo muitíssimo bem cuidado, organizado e didático acerca dos vários períodos, autores e escolas da tradição filosófica ocidental – do Período Clássico ao Contemporâneo – além de publicar um tópico sobre mitologia greco-romana e seções com artigos de filosofia do Direito assinados por vários colaboradores especialistas. www.mundodosfilosofos.com.br


POR DENTRO

ACADEMIA BRASILEIRA DE FILOSOFIA
Você conhece a Academia Brasileira de Filosofia? Fundada no Rio de Janeiro no ano de 1989, a Academia tem como objetivo organizar eventos e congressos e promover a “divulgação e preservação da memória da cultura filosófica brasileira”. A ABF está sediada desde 2003 na Casa Histórica de Osório, no centro do Rio, local que foi residência do marechal Manuel Luis Osório (1808-1879), patrono da Cavalaria do Exército Brasileiro. Entre os seus membros fundadores destacam-se Miguel Reale (1910-2006), Gerardo Mello Mourão (1917-2007) e José Guilherme Merquior (1941-2001), todos identificados como pensadores da direita brasileira.

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HISTÓRIA

5 ACURIOSIDADES SOBRE LUDWIG WITTGENSTEIN (1889-1951)

Nascido em uma riquíssima família de Viena, Wittgenstein herdou uma formidável fortuna com a morte do pai, em 1913. No entanto, resolveu doar o dinheiro para artistas e poetas.

Aluno de Bertrand Russell em Cambridge e autor de “Investigações Filosóficas” (1953), o filósofo austríaco é tido como um dos expoentes da filosofia analítica.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Wittgenstein alistou-se no exército austríaco. Enviado ao front na Rússia e Itália, acabou preso pelos italianos em 1918 e solto um ano depois.

Alguns especialistas dividem a obra de Wittgenstein em duas fases: Witt-1 (até 1929), cujo ápice foi o “Tratado Lógico Filosófico” (1921) e Witt-2 (pós-1930).

Participou também da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) como voluntário de um Hospital de Londres. Faleceu no dia 29 de abril de 1951, em Cambridge, na Inglaterra.

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PALAVRAS E TERMOS

HILEMORFISMO

Junção de duas palavras de raiz grega – hylé (matéria) e morphé (forma) – , o termo “hilemorfismo” batiza um conceito atribuído ao filósofo grego Aristóteles de Estagira e retomado pela tradição escolástica. De acordo com a teoria aristotélico-escolástica, o hilemorfismo é uma doutrina segundo a qual os seres corpóreos são compostos por duas partes complementares: a matéria (matéria primordial) e a forma (forma substancial). É uma fonte de estudo central para a chamada Antropologia Filosófica.

ZAP

FILÓSOFOS NA TV
Filósofos não costumam ser figurinhas fáceis na televisão brasileira. Normalmente eles aparecem em documentários, programas do tipo “Café Filosófico” ou “Em Debate” e emitindo suas opiniões a respeito de temas quentes, como a corrupção ou o código penal. Mas há pelo menos dois exemplos que fogem à regra: Viviane Mosé e Márcia Tiburi. Mestre e doutora em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mosé apresentou em 2005 e 2006 o quadro “Ser ou não Ser?” no Fantástico, da Rede Globo. Já Tiburi, doutora em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é desde 2005 uma das participantes do programa “Saia Justa”, exibido pelo canal por assinatura GNT. Quem também deu as caras em rede nacional foi o professor da USP Renato Janine Ribeiro, com a série “Ética”, cujas temporadas foram mostradas no canal Futura, na Rede Globo e na TV Cultura.

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BIOGRAFIA

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BENTO PRADO JR. (1937-2007)

Autor de magníficos tratados e ensaios sobre Henri Bergson (1859-1941) e Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), o filósofo Bento Prado de Almeida Ferraz Júnior nasceu na cidade de Jaú, interior de São Paulo, no dia 21 de agosto de 1937. Cursou Filosofia na Universidade de São Paulo (USP) de 1956 e 1959, assumindo o posto de professor da instituição em 1961. Precoce, aos vinte e oito anos defendeu a tese de livre-docência intitulada “Presença e Campo Transcendental: consciência e negatividade na filosofia de Bergson” (1965), trabalho de referência para os estudos bergsonianos. Perseguido pela ditadura militar, foi aposentado compulsoriamente em 1969, alvejado pelo Al-5. Bento Prado Jr. partiu para o exílio em Paris. Ficou por lá até 1974.

De volta ao Brasil, o filósofo de Jaú entrou em 1977 para o corpo docente da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), instituição em que lecionou até fins de 2006. Em 1998, recebeu o título de professor emérito da USP. Grandes filósofos brasileiros da atualidade, como Marilena Chauí e Paulo Arantes, foram seus alunos. Bento Prado Jr. faleceu na Santa Casa de Misericórdia de São Carlos, vítima de complicações decorrentes de um câncer de laringe. Bento Prado deixou um legado de obras primorosas, do quilate de “Alguns Ensaios” (Paz e Terra, 2000), “Erro, Ilusão, Loucura” (Editora 34, 2004) e “A Retórica de Rousseau e outros ensaios” (2008), coletânea organizada por Franklin de Mattos e publicada postumamente pela editora Cosac Naify.

+ INFORMAÇÃO

OS ALEMÃES NA REDE
Na edição passada da revista Conhecimento Prático – Filosofia, tremulamos a bandeira da Grécia. Agora é a vez de outra superpotência da Filosofia, a Alemanha, com seus supercraques Kant, Schopenhauer, Nietzsche, Marx, Heidegger, Adorno e Habermas. Veja abaixo uma lista com dicas de sites, em português e inglês, sobre grandes pensadores alemães:

Sociedade Kant Brasileira
www.kant.org.br


Nietzsche (Stanford Encyclopedia of Philosophy)

plato.stanford.edu/entries/nietzsche


Cadernos Nietzsche/ GEN
fflch.usp.br/df/gen/cn/edicoes.html


Escola de Frankfurt (Portal Terra)
educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/2006/04/18/002.htm


Marx (Stanford Encyclopedia of Philosophy):
www.iep.utm.edu/plato


Laboratório de Estudos Marxistas (LEMA):
www.marxismo.com.br


Heidegger (Internet Encyclopedia of Philosophy):
iep.utm.edu/heidegge


Schopenhauer (Uol Educação)

educacao.uol.com.br/biografias/ ult1789u341.htm