Computadores com consciência?

E se os computadores puderem desenvolver plena consciência? Qual será o impacto na realidade humana?

Por Júlio Cesar da Silva* | Foto: Shutterstock | Adaptação web Isis Fonseca

Computadores com consciência

Desde o surgimento e desenvolvimento da humanidade, a tecnologia se fez presente. Alcançar um fruto no alto de uma árvore mostrou-se mais efetivo com a ajuda de um galho. As dificuldades no transporte de grãos foram facilmente vencidas com ajuda de animais e de carroças com rodas. A história do ser humano é, de certa forma, uma história de seu relacionamento com tecnologias que evoluíram em conjunto.

A relação ser humano e tecnologia evoluiu para uma relação com o objeto mecânico, sempre em busca de uma substituição ou ampliação de algum aspecto humano. O motor a combustão foi essencial para a revolução industrial, marco de uma era de produção industrial em larga escala e da multiplicação do esforço humano.

O surgimento da ciência moderna e o desenvolvimento de equipamentos para suprir a pesquisa colaboraram para uma revolução no pensamento humano
filosófico. Uma corrente de desenvolvimento e pesquisa voltou-se para a possibilidade de mecanização do ser humano, em especial, a sua habilidade de raciocinar.

Leibniz acreditava na possibilidade de um calculus ratiocinator, isto é, o de um cálculo de raciocínio que representaria um método quase mecânico de raciocínio, um embrião da machina ratiocinatrix, a máquina de raciocinar buscada por Turing e pelos pesquisadores posteriores de Inteligência artificial.

Com os computadores digitais e os avanços da ciência da computação, cibernética e neurociências em gerais, tornou-se cada vez mais certo a possibilidade de se criar um computador capaz de suportar uma inteligência artificial.

Contudo, tanto para a ciência moderna, quanto à filosofia contemporânea, a definição de mente e consciência nunca foi um assunto de pleno consenso. De
uma dualidade entre a mente e o corpo, até a estrutura complemente física dos estados mentais, o problema da consciência explicada nos mínimos detalhes ainda escapa das mãos dos pesquisadores.

O que faz também surgir a dúvida de que se os avanços tecnológicos no desenvolvimento de uma inteligência artificial seriam capazes de também desenvolver uma máquina digital consciente.

O presente trabalho procura investigar se a inteligência artificial seria um possível ser consciente ou uma réplica de nossas funções mentais desprovida de qualia, ou seja, de consciência. Assemelhando-se em muito ao conceito de Zumbi do filósofo Chalmers.

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*Júlio Cesar da Silva é graduado em Filosofia pela UFMG, bolsista da FAPEMIG de iniciação cientifica sobre lógica paraconsistente, especialista em Gestão de TI e mestre em Administração. Atua como professor dos Cursos de Ciência da Computação e Tecnólogos da Faculdade Pitágoras Unidade Raja de BH/MG.

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