A filosofia do cotidiano

A Filosofia deve ser um conjunto de conhecimentos que tem por função primeira “repensar”, discutir e analisar a Arte, a Política, a Religião, as Ciências

Por Fábio Antonio Gabriel* | Fotos: Mariana Garcia | Adaptação web Caroline Svitras

Renato Nunes Bittencourt fez sua graduação no Departamento de Filosofia da UFRJ e o mestrado e doutorado no PPGF-UFRJ, dedicando-se originalmente ao estudo de diversas vertentes da Filosofia de Nietzsche, como a questão da Arte, da memória, do ressentimento e da religiosidade, sempre sob a orientação de André ­Martins. Todavia, Bittencourt jamais se especializou em apenas um autor, destoando do modelo engessado da pesquisa filosófica no Brasil. Pelo fato de lecionar Filosofia e disciplinas aderentes em cursos de Comunicação, Direito, Administração, Letras, Pedagogia, Enfermagem e Serviço Social nas instituições privadas nas quais trabalhou ao longo de sua carreira acadêmica, Bittencourt ­desenvolveu uma grande capacidade de estabelecer diálogos multidisciplinares, circunstância que se evidencia em sua produção teórica. Atualmente, Bittencourt leciona na Pós-graduação em Comunicação da UERJ – Curso de ­Especialização de Pesquisa em Mercado e Opinião Pública, na Faculdade CCAA e na Faculdade de Duque de ­Caxias-UNIESP. Após colaborar continuamente com seus artigos incisivos para a Filosofia, ­Bittencourt agora nos lega uma entrevista, para que possamos conhecer ainda mais detalhadamente suas ideias.

 

 

FILOSOFIA • Habermas apresenta ao longo de suas obras uma visão de que a Modernidade, enquanto projeto filosófico, ainda não foi concretizada. Quais são as suas considerações sobre a Modernidade? Estamos vivendo a Modernidade ou a Pós-modernidade?

Bittencourt • Considero que a Modernidade não se concretizou conforme as expectativas originárias por conta de suas próprias contradições internas. A Modernidade, que trouxe em seu bojo a expectativa de um progresso constante da condição humana, em verdade se enraizou em paradigmas eurocêntricos que alheavam o resto do mundo de seu rol axiológico. Isso explica o paradoxo de uma nação sectária do espírito do progresso material impor aos povos colonizados uma violenta tirania imperialista que anula todo o ideário moderno da liberdade, da igualdade, da fraternidade, destinados apenas aos pretensos povos superiores da humanidade. Essas conceituações são categorizações sempre imprecisas, então prefiro ratificar o conceito que Zygmunt Bauman estabelece como “modernidade líquida”: estamos vivenciando a dissolução do grande projeto moderno e de sua falsa teleologia da História. Valores modernos ainda encontram repercussão na agenda social, política e econômica, mas tendem a se tornar letra morta no porvir, pois precisamos de uma consciência holística, que transcenda as limitações tradicionais fundamentadas na civilização ocidental, sustentada pela barbárie, não obstante muitos defendam o contrário.

 

FILOSOFIA • Acreditas na possibilidade de uma superação desse modo de se relacionar das pessoas e em um retorno à chamada “modernidade sólida”, em que os vínculos seriam estáveis?

Bittencourt • Em verdade os vínculos nunca foram plenamente estáveis, não importa em que época histórica. O que encontramos são éticas ou perspectivas que se fundamentam na afirmação da amizade, da compaixão, da solidariedade e do amor pleno entre as pessoas, mas nunca existiu, de fato, uma era marcada pela estabilidade plena dos vínculos. Supostos vínculos estáveis nas relações amorosas muitas vezes eram mantidos por força do sistema patriarcal vigente, que impedia a emancipação social, econômica e política das mulheres, continuamente oprimidas sexualmente. Relações afetivas sólidas sempre existiram na história das culturas, ainda que sejam talvez exceções. Nos contos de fadas, diz-se que os casais heroicos viveram felizes para sempre. Se fossem narrativas reais, será que viveriam mesmo constantemente felizes? As próprias crises conjugais muitas vezes são importantes para o amadurecimento existencial da relação amorosa. Não existe assim um passado idílico ao qual devemos retornar para que sejamos mais felizes. As tecnologias da comunicação, mal utilizadas, de fato facilitam um maior distanciamento das pessoas através do fetiche da descartabilidade, mas não interpreto o laxismo afetivo como uma crise moral. O hedonismo vigente é talvez apenas uma forma de vivenciar a sexualidade de maneira menos hipócrita do que as gerações passadas.

 

Ética, Baruch de Espinosa

 

FILOSOFIA • Muitos dizem que vivemos uma crise de valores na sociedade atual. De acordo com seu ponto de vista, vivemos uma crise de valores ou a implementação de uma nova hierarquia de valores na sociedade?

Bittencourt • Creio que em verdade vivemos um processo de instauração de novas hierarquizações valorativas, pois muitos valores que fundamentavam nosso modo de ser e de pensar se pautavam em critérios reacionários incapazes de compreender convenientemente os signos da diferença e afirmá-los socialmente. Obviamente que alguns valores tradicionais como autoridade e dedicação profissional cada vez mais são colocados em xeque pela estrutura antropofágica de nossa civilização tecnocrática, que despersonaliza os sujeitos tornando-os coisas descartáveis. Talvez sejam justamente as novas hierarquizações valorativas que permitirão ao homem do porvir reabilitar sua existência diante de uma ordem ­mundial que prospera através de sua alienação, mediante a progressiva desconstrução dos valores mais reacionários e a legitimação dos valores que promovem o diálogo, a comunhão, a interação interpessoal. Contudo, devemos ser cautelosos em nossas esperanças, pois nossa agenda política está recheada de discursos fundamentalistas e, tanto pior, aqueles que mais sofrem as consequências dessa cisão social são os que mais apoiam esse sistema. Uma servidão voluntária no capitalismo tardio.

 

FILOSOFIA • De acordo com alguns de seus escritos, a Educação tornou-se uma grande mercadoria nas mãos de instituições cujo único fim é o financeiro. No seu ponto de vista, em vez de financiar vagas em instituições particulares, o governo deveria ampliar as vagas das universidades estaduais e federais?

Bittencourt • Considero que atualmente as duas iniciativas devem ser mantidas, pois cada vez mais aumenta a procura de estudantes pela formação superior, e as universidades públicas, apesar de todas as melhorias recebidas nos últimos anos, não conseguirão abarcar toda essa demanda. Desse modo, as iniciativas governamentais como o ProUni são pertinentes, mas deveria existir controle mais rigoroso sobre as condições profissionais nas quais os professores de instituições privadas exercem suas atividades pedagógicas. As instituições privadas deveriam receber inspeções constantes de agentes do MEC, para que a qualidade do ensino e o bem-estar profissional dos professores progridam. Os mantenedores conquistam um lucro abismal em relação aos vencimentos dos professores, espoliados pelo regime de mais-valia aplicado ao mercado educacional. Caberia uma reforma no sistema privado de ensino, e a primeira grande medida seria a abolição do cargo de horista, havendo apenas os regimes parcial e integral, pelos quais os professores exerceriam a tríade ensino-pesquisa-extensão. O professor de uma instituição privada de ensino superior é um dos maiores heróis da educação brasileira. O que se exige deles profissionais é muito mais do que se exige de um docente de universidade pública, pois ele também precisa apresentar razoável índice de produtividade, sem esquecermos que sua relação com o alunado é muito mais conflitante, por conta da infame ideia de que “o aluno é cliente”, uma cândida mentira do especulador educacional em suas domingadas pedagógicas cotidianas.

 

Filosofia anarquista

 

FILOSOFIA • Vivemos sob o regime neoliberal. Quais são, no seu entendimento, as principais consequências nefastas do neoliberalismo para a sociedade em que vivemos? Como o neoliberalismo utiliza a mídia para proliferar sua ideologia?

Bittencourt • É a negação de toda possibilidade de formação de uma sociedade regida pelos valores solidários da amizade e da cooperação. O neo­liberalismo é a privatização dos lucros nas mãos de uma elite de eleitos e a socialização dos riscos e dos prejuízos para a sociedade como um todo, que, aliás, segundo esse discurso, sequer existe. Para ele, há apenas indivíduos. A privatização da coisa pública pretensamente desonera o Estado de suas atividades cruciais, pois gera, em curto prazo, uma degradação dos serviços ofertados pelas empresas que se apropriaram das estruturas estatais, como as de transportes coletivos ou as de telecomunicações, justamente pelo desinteresse em satisfazer os interesses genuínos da população. Todos os serviços públicos que foram privatizados perderam qualidade. O postulado de não intervenção na economia é outra grande irresponsabilidade administrativa, pois a sociedade controlada pelos interesses dos grandes banqueiros corre o risco contínuo de viver uma crise financeira. Os acontecimentos históricos provam que o poder dado aos banqueiros gera catástrofes inigualáveis. A ideia de um Estado mínimo é por natureza um absurdo e ela mesma não se efetiva na prática, pois o que constatamos é o fortalecimento dos aparatos repressivos do Estado mediante o uso indiscriminado da violência na contenção de toda manifestação social contrária aos interesses corporativos. O projeto neoliberal de Estado não pode jamais prescindir da violência oficial para estabelecer o controle social. Já no plano laboral, ocorre uma contínua flexibilização das condições profissionais dos trabalhadores, submetidos a uma incerteza constante e a uma precarização das suas condições de vida em nome da competitividade da empresa no mercado globalizado, ocasionando assim demissões em massa, redução dos salários, alienação produtiva. A crença na onipotência do mercado é uma grande mistificação capitalista, pois a vida humana não pode ser avaliada ou submetida a critérios econômicos. A ideologia neoliberal falseia a consciência de mundo do sujeito ao proclamá-lo como consumidor-soberano, uma vez que as escolhas na sociedade de consumo já foram previamente estabelecidas pelos critérios mercadológicos. Desse modo, em verdade o sujeito apenas possui um leque amplo de opções, mas ele próprio não cria as condições de ­escolha; mais ­ainda, a própria publicidade retira a autonomia plena do sujeito, ao incentivá-lo a consumir os produtos, que são adquiridos mediante o efeito fetichista do discurso midiático. Os meios de comunicação de massa em nossa realidade social, aliás, defendem o projeto neoliberal justamente para que não devam prestar contas das suas ações indébitas à população e pelo fato de que obtêm grande parte dos seus l­ucros através das ­propagandas das empresas que se acoplaram perfeitamente aos paradigmas do capitalismo tardio.

 

FILOSOFIA • Um dos seus filósofos prediletos é Espinosa. Poderia nos falar em que medida as principais ideias de Espinosa têm alguma relação com o cotidiano das pessoas? E quais são as principais contribuições da Filosofia de Espinosa para a História da Filosofia?

Bittencourt • No caso de Espinosa, a denúncia da relação promíscua entre Teologia e Política e o quanto essa associação prospera mediante o uso de superstições e da ignorância como método de dominação das massas apresenta a sua extemporaneidade ao percebermos quanto a agenda política de países ditos laicos permanece atrelada a um conservadorismo que auxilia na manutenção do status quo. A religião distorcida pela rapinagem teológica impede a mobilização multitudinária contra a opressão cotidiana da tirania política. A agenda política depende do respaldo teológico para se sustentar ideologicamente, mesmo na estrutura laica da república vigente. Observemos que, na realidade brasileira, diversas questões de urgência nacional que representam a quebra de paradigmas tradicionalmente instituídos são escamoteadas para que não se ofendam as lideranças religiosas conservadoras e os seus fiéis correligionários.  Nossa atividade política é, assim, nada mais do que uma teo­logia secularizada, pois a relação que o povo mantém com o poder estabelecido se funda na submissão e na devoção carismática. Espinosa estabelece uma Filosofia imanente, que não secciona da vida humana as paixões, tal como pressupõe o pensamento metafísico tradicional. Compreender a potência dos afetos humanos é fundamental para a formação de uma Ontologia, de uma Ética e de uma Política que se sustentam em parâmetros axiológicos para além dos valores normativos de “bem” e de “mal”. Ao proclamar a intensidade dos afetos alegres como os promotores da vida em processo de criação, Espinosa desfere um duro golpe contra o sistema moral que exige dos seus devotos a penitência, a culpabilidade, o sofrimento, o medo, em suma, todos os afetos reativos que, impedindo uma compreensão ampla da realidade, geram o declínio da capacidade de ação do ser humano e motivam a erupção da tristeza e do ódio perante a sensibilidade, o corpo, a vida, a diferença.

 

FILOSOFIA • Um dos seus temas de pesquisa é Nietzsche e o Cristianismo. Poderia nos falar como Nietzsche realiza uma crítica ao cristianismo? E como Nietzsche entende a importância da superação do ressentimento?

Bittencourt • Esse tema ocupou toda minha formação acadêmica, em especial minha tese de doutorado em Filosofia no PPGF-UFRJ, Nietzsche e a experiência religiosa da imanência na cultura trágica dos gregos e na práxis crística originária, sob a orientação de André Martins. Precisamos primeiramente separar a obra de Jesus da teologia cristã. Nietzsche, em especial em O anticristo, apresenta a ideia de que Jesus propusera uma religião calcada na imanência entre o homem e o divino, para além de toda valoração moral. Desse modo, a vivência evangélica originária era desprovida de toda consciência de culpabilidade, sendo a expressão do amor incondicional não apenas do homem para com Deus, mas entre os próprios homens. Todavia, segundo Nietzsche, os pósteros aplicaram a doutrina crística equivocadamente, promovendo justamente o ressurgimento dos valores mais reativos contra os quais Jesus se insurgiu: a consolidação da culpa, do temor a Deus, do ódio contra a diferença, disposições contrárias ao espírito evangélico. Nesse ponto, o ressentimento é fundamental na constituição da moral cristã, pois os afetos virulentos se tornam a tônica da ação cristã massificada. A prática evangélica nega o Estado, mas o próprio Estado se traveste de moral cristã para obter legitimação ideológica; a prática evangélica suprime toda relação de dívida e de julgamento, mas jamais perdoamos as dívidas e julgamos moralmente todos aqueles que nos desagradam. Nietzsche apresenta a oposição simbólica entre Dionísio e o Crucificado, mas não entre Dionísio e Jesus. O Crucificado é a expressão da necrofilia cristã em seu ressentimento fundamental contra a vida, enquanto entre Dionísio e Jesus haveria uma comunhão sagrada de afirmação da eternidade da vida mediante a compreensão imanente da experiência divina.

 

FILOSOFIA • Nietzsche teria afirmado que o único cristão morreu na cruz. Como poderíamos entender essa afirmação?

Bittencourt • Que cristão segue rigorosamente a doutrina evangélica? Na teoria, ama-se o próximo, mas quem se mobiliza para auxiliar o enfermo, o desassistido? Quem perdoa plenamente as ofensas sofridas? No primeiro arranhão, dissipa-se todo o amor ao próximo e toda a capacidade de perdoar. Quem é capaz de transcender os limites individuais e familiares e reconhecer a figura do outro como um irmão? O que ocorreu ao longo da História da Cristandade nada mais foi do que uma tentativa de se conciliar a doutrina evangélica com a ordem mundana da vida civilizatória, o que se configura como um contrassenso, pois todos os valores civilizados são essencialmente contrários ao espírito crístico.

 

A morte de Deus pela tecnociência

 

FILOSOFIA • Vivemos numa sociedade que valoriza muito a importância dos cuidados com o corpo. Qual seria o parâmetro para se avaliar que não é um exagero a supervalorização do corpo físico na atualidade? 

Bittencourt • A corpolatria de maneira alguma representa a afirmação de uma Ética da imanência, pois se sustenta no fetichismo do pretenso modelo ideal de corpo, tornando-se, assim, uma metafísica da carne. Por conseguinte, a busca sôfrega pelo (mal)dito corpo perfeito nada mais é do que a inversão da processão espiritual do homem rumo ao suprassensível. Comumente ocorre o caso de pessoas se matricularem em academias de ginástica para projetos de malhação especial para o verão, pois assim terão seus corpos devidamente moldados para a contemplação voyeurística do olhar alheio na exposição pública das praias. Desse modo, a proposta fundamental não é a de perseverar pela conquista da saúde física, mas apenas construir o corpo como um totem a ser adorado por sua carga sensual. Eis assim uma nova forma de prática ascética, agora sustentada pela glorificação extensiva do corpo.

 

FILOSOFIA • No seu entender, quais são os benefícios e malefícios dos padrões de modas que ditam o que é belo para a sociedade? Por que será que algumas modas retornam depois de serem deixadas de lado?

Bittencourt • Mesmo para quem é crítico do sistema da moda, é certamente um tanto difícil deixar de se preocupar, ainda que de maneira mais leve, com essa questão. A moda apresenta um inegável caráter normativo ao impor padrões estéticos aos quais devemos nos adequar. Na atualidade, surgem novas tendências e ressurgem antigos estilos, agora ressignificados. Essa atração vertiginosa e fetichista pela novidade faz com que o bom tenha menos importância do que o novo, e este nem sempre é dotado de qualidade. As demandas consumistas do mercado capitalista são pródigas em explorar ao máximo as criações da moda, bem-sucedidas ou não. Se porventura, apesar da passagem de tempo, uma tendência ressurge, os editores de moda não hesitarão em adornar esse ­estilo, de maneira a fazê-lo novamente digno de veneração pelos consumidores. Cada pessoa possui seus critérios de gosto e de estilo, fazendo-a se identificar com dada combinação de cores e formatos, mas podemos nos perguntar: até que ponto essa disposição é autônoma? Não seria já uma internalização de tantos estímulos estéticos recebidos no cotidiano, que acreditamos serem disposições singulares?

 

A Filosofia nas escolas públicas

 

FILOSOFIA • A Filosofia vive um momento de retorno ao ensino médio brasileiro. Você ­acredita que na hora de se posicionarem na sociedade ­enquanto cidadãos, terão um diferencial os jovens que tiverem contato com a Filosofia?

Bittencourt • Certamente. A presença da Filosofia enriquece a formação crítica do estudante e permite uma compreensão ampla não apenas de sua própria atividade intelectual perante a reflexão sobre os demais discursos, mas também estimula o desenvolvimento do apreço pela problematização de questões que não foram analisadas profundamente pelo sujeito. Qualquer medida governamental que imponha a supressão ou diminuição da carga horária de Filosofia na grade curricular do ensino médio reforça o tecnicismo educacional, que apenas aliena o estudante mediante a assimilação heteróclita de conteúdos pedagógicos que apresentam apenas impacto imediato em sua formação, sem que se tornem conhecimentos que transformem sua vida. O desapreço pela Filosofia é o sinal da despersonalização existencial da sociedade tecnocrática, que reifica a consciência humana através da reprodução irrefletida do conhecimento transformado em mera informação, pois desvinculado da vida do estudante. Se mesmo na grade curricular de diversos cursos universitários, tais como Administração, Comunicação, Enfermagem, Direito, Serviço Social, dentre outros, a disciplina da Filosofia está presente, isso significa o reconhecimento da importância do saber filosófico na formação do estudante de qualquer carreira. Para cada curso universitário é possível elencar questões filosóficas específicas que contribuirão de maneira formidável para a reflexão dos seus estudantes. A Filosofia não visa docilizar os corpos para criar cidadãos integrados ao sistema vigente, mas despertar a capacidade de pensar por conta própria sobre todos os problemas e questões que afloram no cotidiano, para que justamente o exercício transformador da cidadania se manifeste em suas vidas.

 

Para ver mais entrevistas garanta a sua revista Filosofia Ciência & Vida clicando aqui!

Filosofia Ciência & Vida Ed. 101

*Fábio Antonio Gabriel, professor de Filosofia no Colégio Estadual Rio Branco de Santo Antonio da Platina,
bolsista CAPES/PIBID Filosofia, organizador de Filosofia e Educação: um diálogo necessário (Editora Multifoco),
fabioantoniogabriel@gmail.com, https://www.facebook.com/fabio.a.gabriel.5